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25ª FIL em Ribeirão Preto traz música, teatro e literatura

A 25ª Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto promove programação artística gratuita com música, teatro, cinema e literatura de 30 de agosto a 5 de setembro.

A literatura salta dos livros e ganha outras formas de expressão na 25ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. Música, teatro, cinema, poesia falada, contação de histórias, saraus, dança, artes visuais e outras manifestações integram a programação artística do evento, que acontece de 30 de agosto a 5 de setembro. As atividades ocupam espaços da região central e outros pontos da cidade, com acesso gratuito. Entre os nomes da música, Guilherme Arantes abriu a programação na sala principal do Theatro Pedro II, em comemoração aos 50 anos de carreira. O repertório percorreu fases de sua trajetória e incluiu músicas de Interdimensional, álbum lançado em janeiro deste ano. O teatro também ocupa a Sala Principal do Pedro II. No dia 3 de setembro, às 20h30, o Grupo Galpão apresenta (Um) Ensaio Sobre a Cegueira, adaptação do romance de José Saramago com direção de Rodrigo Portella. A montagem parte da epidemia de cegueira branca narrada pelo escritor português para abordar relações humanas, ética, individualismo e solidariedade diante de uma crise coletiva. A cantora Tiê se apresenta no dia 31 de agosto, às 19h, na Tenda Sesc Senac, com um show que marca seus 15 anos de carreira. No mesmo palco, em 1º de setembro, às 19h, os pernambucanos Caju e Castanha levam à FIL a embolada, o improviso e o jogo de palavras acompanhados pelo pandeiro. Para Vanessa Cicilini, do Núcleo de Programação da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, instituição realizadora da FIL, a seleção das atividades considera tanto a curadoria da própria Fundação quanto as propostas apresentadas pelas instituições culturais parceiras, buscando estabelecer relações com o tema de cada edição. “Compreendemos que um catálogo artístico diverso contribui com a construção de um evento literário mais plural, ofertando ao público atividades culturais variadas”, pontua Vanessa. O cinema integra esse trânsito entre linguagens. Em 1º de setembro, às 19h, no Cineclube Cauim, será exibido o documentário Não sei viver sem palavras, dirigido por André Brandão sobre a vida e a obra de seu pai, o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão. A sessão será seguida de bate-papo com os dois. No dia 3, às 19h, na Biblioteca Sinhá Junqueira, a programação traz o Cine Barão com a exibição de A Hora da Estrela, inspirado no romance homônimo de Clarice Lispector. A obra de Thalita Rebouças, autora infantojuvenil homenageada pela 25ª FIL, também chega a outros formatos por meio de atividades de contação de histórias. A poesia falada aparece no Slam 016, enquanto os escritores da cidade participam de sarau no dia 30 de agosto, às 16h30, no Ambient de Leitura. Para crianças e famílias, um dos destaques é o espetáculo Pirou na Batatinha, que reúne a banda Pequeno Cidadão e a Cia. de Teatro Pia Fraus no dia 5 de setembro, às 19h, na Sala Principal do Theatro Pedro II. “Sempre buscamos realizar uma curadoria atenta e alinhada ao tema da feira, sem deixar escapar o olhar cuidadoso ao contemporâneo e novos lançamentos artísticos que dialoguem com o tema da feira. Por isso, recebemos cadastramento de propostas de artistas de todo o Brasil”, salienta Vanessa Cicilini. A programação artística inclui ainda apresentações de grupos locais. O Choro da Casa se apresenta no dia 31 de agosto, às 20h30, no Ambient de Leitura, enquanto o Samba de Opinião ocupa a Praça XV de Novembro no dia 3, às 20h30. No dia 2 de setembro, às 19h, a Cia. do Tijolo apresenta, na Tenda Sesc Senac, na Esplanada do Theatro Pedro II, o espetáculo musical e poético Corteja Paulo Freire. A montagem homenageia o educador e filósofo brasileiro e reúne música, poesia, bonecos e referências à cultura popular. As artes visuais, corais, saraus, intervenções e outras apresentações completam a programação artística distribuída ao longo da semana. “Promover acessibilidade à cultura de forma geral também está nos pilares de atuação da Fundação do Livro e Leitura, respeitando todos os perfis e idades do público que visita a FIL”, finaliza Vanessa.

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